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My Best

É, as coisas não se mantiveram do jeito que eu gostaria, mas ganhei provas indiscutíveis de que tenho os melhores amigos do mundo nessa brincadeira.
Duas semanas extremamente difíceis, suspeitas infundadas que quase me levaram à loucura, coisas que não deram certo apesar de parecerem eternas.
Eu sei que fiquei muito tempo sem postar e que praticamente abandonei aqui, mas entendam que foi por motivos, se não nobres, que justificam a ausência.
A vidinha continua a mesma, trabalho, cursinho, cama, cama, trabalho, cursinho. Mas cada vez mais eu tenho vontade de estudar e melhorar, um dia vou conquistar o mundo, vocês vão ver só.
E acabei descobrindo nesse tempo que eu ainda tenho minha bolha, meu mundo perfeito para onde correr quando tudo desmorona (sim, é um pouco de exagero para quem está de fora, mas sentimento é uma coisa exagerada por definição).
Ah é, obrigada pelo seqüestro e pelo churrasco no dia seguinte. Os dois melhores do mundo, acho que não preciso citar nomes (um deles nem acessa aqui). É por essas e por outras que eu faço tudo por vocês.

Ah claro, no dia do "seqüestro" fui assistir O Nevoeiro (só porque a Lola falou hiper bem), e sim, eu amei o filme. E todo aquele clima de "a humanidade é o que existe de menos humano". E aquele final espetacular, de querer pular dentro da tela e chacoalhar o cara gritando: "Seu idiota!", mas acho que ele já fez isso por todos os que tiveram vontade.

Acho que não tenho sobre o que falar. Minha vida anda meio corrida e sem fatos relevantes ultimamente, ou com fatos relevantes que não devem ser comentados em um site na internet.

//My best - Vanessa Carlton
(é incrível como eu só paro para prestar atenção nas letras das minhas músicas preferidas quando eu estou passando pela exata situação descrita. Ela me entende como ninguém)

Postando com pressa.

Aproveitar o Idle Time no trabalho para tirar as teias de aranha do blog.

Esse fim de semana teve churrasco na casa do meu namorado (Murilo), e churrasco na casa dele é sinônimo de gente bêbada, porque como ele mora em chácara e dá para dormir por lá mesmo o pessoal extrapola um pouco, mas dessa vez eles extrapolaram até o nível de ficarem retardados só. Só um passou mal, mas foi embora depois de um tempo.
Aliás, foi o único bêbado que já me agradeceu por ter cuidado dele, mas tudo bem.
Foi bom rir do Pedro falando em inglês com sotaque indiano bêbado, e do Matelli gargalhando. Conversar com o Pedro e desabafar um pouco (essa hora ele já tava sóbrio). E dormir abraçada com o Murilo
Mas melhor ainda foi domingo, conversar e falar besteira a tarde toda. Cantar com o Peru e descobrir que eu QUASE consigo cantar Hallelujah do Paramore (quase nada, falta muito ainda para eu conseguir cantar, mas tá muito melhor do que eu esperava), voltar a ter vontade de fazer aulas de canto e tudo mais.
A parte ruim foi quando me deu uma crise de inconformidade (isso está certo? o.O) em relação a como as coisas mudaram para o lado ruim, mas continuam exatamente iguais. Como os pensamentos ainda são lidos nos olhos e como faz falta tudo aquilo, para ambas as partes, e mesmo assim não volta ao normal. Tá, vou mudar de assunto.
Enfim, foi um fim de semana com risos, lágrimas (projetos de), pensamentos se confundindo e desconfundindo 10 minutos depois. Foi um fim de semana marcante de certa forma. A minha vontade de fazer as coisas certas aumentou 200%, e acho que isso foi bom.

Mudando para a semana em si. Correria seria a palavra para resumí-la, mas correria muito bem recompensada. 20 páginas para entregar na quarta-feira, que era feriado, e como ninguém queria vir trabalhar eu me disponibilizei para fazer o suporte de quarta. Só não contava com o fato de ficar trabalhando até mais tarde na terça também, mas graças a isso eu demonstrei interesse pelo trabalho e de quebra ganhei uma folga na sexta-feira (amanhã). Muito bom.
Mas a melhor parte mesmo foi ver o Joey ontem. Conversar e rir com ele, ganhar aquele abraço hiper apertado que tanto me fez falta nesses últimos meses. É, incrível como algumas horas fazem você ganhar o dia.

O último fato a declarar é que estou indo logo depois do trabalho assistir Wall-E, da Pixar. Muitos me falaram bem do robôzinho e eu sempre amei animações, pois vou conferir. Só estou torcendo para a sala não estar cheia de crianças barulhentas.

PS: Post completamente inútil e sem nexo, mas escrever me faz falta as vezes.

//Teardrops - Ana Free

feriado hiper parado

É, feriadão vai ser deprimente, ou pelo menos tranqüilo.
Ontem eu fui ver Indiana Jones e achei bem legal até. Nada de muito empolgante e nem um filme que vá mudar a minha vida para sempre, mas divertido. Bom passatempo (fãs de Indy podem me xingar agora). Tudo bem que para eles as cataratas do Iguaçu ficam no rio Amazonas e que por algum motivo existem estradas na beira de precipícios na Amazônia, e que o dardo envenenado dá uma volta de 180º dentro da arma (não sei como chama aquilo, me desculpem), mas tirando os erros de continuidade e de roteiro é bem divertido.
Hoje a minha prima nasceu, só que eu só posso ver ela amanhã. Ansiosa ao extremo para conhecer o mais novo membro da família, mas tudo bem, eu agüento.
Ah eh, já que esse post já está sem um tema definido mesmo vou comentar sobre outro dia, quando eu fui aop shopping com uma amiga. Eu encontrei duas meninas que estudaram comigo acho que na terceira ou quarta série e quase caí para trás quando percebi que eram elas. Não é que as duas nerds/certinhas/santas da sala tinham se transformado naquelas patricinhas escandalosas que falam gritando acho que para chamar a atenção, sei lá, nunca entendi isso muito bem. Pois é, era isso que elas eram. É realmente assustador como o tempo transforma as pessoas. E mais assustador ainda encontrar pessoas que você conheceu na infância completamente transformadas por ele. Assustador.
Acho que já escrevi informações inúteis demais por um dia.
Vou indo nessa ler meu Dom Casmurro e estudar minha química.

//Mais do Mesmo - Legião Urbana

Pausa de cinco minutos

Foi exatamente isso que eu acabei de ganhar. Cinco minutos para respirar e descansar a cabeça, já que eu estou desde as 8 horas da manhã organizando código, comentando, arrumando, tudo isso para não ter que vir na quinta-feira de feriado, que por acaso é amanhã.
Eu não faço idéia sobre o que escrever hoje. Só que eu acabei de ver o trailer de Once no YouTube e estou morrendo de vontade de assistir, mas obviamente o filme só está passando em um cinema de Campinas. Afinal, entre Homem de Ferro e Once, os cinemas ficam com o que?
Acho que o post vai ficar por aqui mesmo. Só para não ficar tão pequeno vou colocar um texto da Clarice Lispector que eu amo.

Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.