E ela ouvia sempre as mesmas músicas, passava sempre pelos mesmos lugares, via sempre as mesmas pessoas e se sentia cada vez mais vazia. Não sabia mais como era a sensação de conhecer alguém e ter aquela primeira conversa, que determina a continuidade do relacionamento. Sua vida estava muito certa, as incertezas eram tão poucos que às vezes ela até chegava a falar de sua própria vida com um certo tom de tédio na voz. Queria coisas novas, queria experiências, queria tudo aquilo que devia estar vivendo, aquilo que sempre havia sonhado para si mesma. Queria fugir daquela rotina esmagadora. Ver outros lugares, conversar com outras pessoas, conhecer e aprender coisas novas. Sentia uma necessidade imensa de fazer diferente, fazer diferente do que tudo e todos já haviam feito na história da humanidade, e queria fazer imediatamente! Não agüentava mais esperar, esperar o dinheiro e a segurança, esperar a idade, esperar o momento. Para ela o momento era aquele e se este passasse nunca mais haveria outro. Queria sair correndo e fazer as maiores loucuras. Queria viver e parar com essa chatice com a qual estava convivendo. Tudo o que ela queria era voar, voar ao lado dele. Mas já não tinha mais certeza se ele um dia voaria ao lado dela.
Flying
E ela ouvia sempre as mesmas músicas, passava sempre pelos mesmos lugares, via sempre as mesmas pessoas e se sentia cada vez mais vazia. Não sabia mais como era a sensação de conhecer alguém e ter aquela primeira conversa, que determina a continuidade do relacionamento. Sua vida estava muito certa, as incertezas eram tão poucos que às vezes ela até chegava a falar de sua própria vida com um certo tom de tédio na voz. Queria coisas novas, queria experiências, queria tudo aquilo que devia estar vivendo, aquilo que sempre havia sonhado para si mesma. Queria fugir daquela rotina esmagadora. Ver outros lugares, conversar com outras pessoas, conhecer e aprender coisas novas. Sentia uma necessidade imensa de fazer diferente, fazer diferente do que tudo e todos já haviam feito na história da humanidade, e queria fazer imediatamente! Não agüentava mais esperar, esperar o dinheiro e a segurança, esperar a idade, esperar o momento. Para ela o momento era aquele e se este passasse nunca mais haveria outro. Queria sair correndo e fazer as maiores loucuras. Queria viver e parar com essa chatice com a qual estava convivendo. Tudo o que ela queria era voar, voar ao lado dele. Mas já não tinha mais certeza se ele um dia voaria ao lado dela.
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Murphy realmente existiu!
Eles todos não foram capazes de prever todos os imprevistos da viagem de volta. Começou tranqüila, gotas de chuva batendo no vidro do carro, música para acalmar os ânimos, colos e cafunés. De repente, seu querido meio de transporte decide que não quer mais engatar, e eis que o sufoco começa. Em quinta eles conseguem chegar em um posto na beira da rodovia, e a solução mais óbvia é: chamamos o seguro e vamos até Campinas guinchados. O seguro atende o telefone, mas a resposta demora, eis que o segundo imprevisto ocorre, a apólice estava vencida. E agora? Decidem tentar a sorte e vão dirigindo até Campinas em quinta. Cada pedágio atravessado era um suspiro de alívio, até que finalmente eles chegam em Sumaré e um dos passageiros desce do carro. Ela deita no banco e dorme um sono pesado, mas não pesado o suficiente para sobreviver ao próximo daqueles imprevistos. Ela acorda com um "PAH", batendo a cabeça no cinto do namorado e levantando assutada com o motorista xingando. O que aconteceu? Bateram no carro! Ela olha para fora e três viaturas da polícia militar fecham um fox alguns metros à frente. Descem policiais armados e um deles manda seguir caminho, e eles o fazem. Já um pouco depois de toda essa confusão param no acostamento para ver o que havia acontecido. Um amassado na traseira e eis que o porta-malas com todos os pertences dentro não abre. Quem bateu no carro? Foi a viatura da polícia! Vamos ligar para a polícia e ver o que fazer então! Eles ligam e descobrem que a solução é voltar ao lugar do acidente, aquele com 12 policiais com arma em punho e decidem que o prejuízo talvez acabasse se tornando maior do que já era. Enfim chegam em casa, sãos e parcialmente salvos. No fim das contas, uma pancada no porta-malas acabou por desemperrá-lo e os pertences foram devidamente retornados. Mas eles com certeza não imaginavam, ao sair de Ribeirão Preto naquele domingo chuvoso, que no fim do dia acabariam parte de uma perseguição policial em plena rodovia Anhangüera. É, Murphy realmente existiu!
(história verídica, diga-se de passagem)
//Stockholm Syndrome - Muse
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...

Ela se sentia em uma roda-gigante, dando voltas e voltas e no fim das contas, voltando sempre ao ponto de partida, aquele velho e desgastado ponto de partida. Sentia que às vezes (ou na maioria delas) era simplesmente neurótica demais. Mas nas poucas restantes pecava por falta de neurose. Ela fazia de tudo, até mais do que ela em teoria era capaz de fazer e mesmo assim as coisas não ficavam exatamente como deveriam ser. Às vezes ela desejava ter um robô-diário, igual aquele dos Jetsons que pudesse responder todas as suas perguntas e que de fato conseguisse evaporar seus medos, outras vezes ela tinha certeza absoluta que já o possuía.
O ânimo ia se esvaindo a cada dia que passava, até o dia em que ele voltava como um furacão, e ela fazia e acontecia, mas depois de um tempo, quando percebia que voltara a andar em círculos ele ia embora com o vento novamente.
Queria a fórmula da felicidade eterna, mesmo sabendo que tal coisa não existia. Aliás, queria simplesmente deixar de ser tão exigente, afinal, as coisas estavam quase perfeitas.
Ela queria ser muita coisa que não era, queria saber fazer milhares de outras que não sabia, e queria parecer com milhões de pessoas com as quais simplesmente não parecia e aquilo a consumia por inteiro. Ela se reconstruía eventualmente, e voltava a achar que era uma pessoa ímpar, até aquela velha sensação de roda-gigante voltar à tona.
No fim das contas percebeu que por mais que quisesse, algumas coisas simplesmente não iriam mudar. Ela nunca deixaria de ser a chata/implicante de sempre, nunca deixaria de ser neurótica e completamente sem sentido. Ela sempre seria aquela contradição humana, aquela pequena estranha.
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Mundo Novo
Ela caiu de pára-quedas. Mal sabia por onde começar ou como começar, não entendia absolutamente nada sobre aquilo e todos os seus anos de leituras e estudo não a ajudariam naquele momento, não ali. As primeiras semanas foram difíceis, ela chegou a pensar que não serviria para aquilo, mas com o tempo isso mudou. Aos poucos os sorrisos a cativaram. Em poucas semanas já sentia falta daqueles seres pequeninos. Já distingüia choros de fome e de frio, de dor e de birra. Já se importava tanto a ponto de travar a coluna de preocupação. As brincadeiras ficaram cada vez mais divertidas e ela percebeu que apesar de cansativo, era um trabalho extremamente divertido. Onde mais imitaria gatos e sapos e poderia dançar e pular feito criança novamente sem ser julgada por isso? Onde mais encontraria um emprego no qual grande parte se resumia a brincar?
Descobriu por fim que não só agüentaria, como gostava daquilo. Brincar de achei e de o mestre mandou e ninar uma criança a faziam esquecer dos problemas por alguns instantes. Ela percebeu que tendo dois mundos distintos era capaz de se organizar. Quando em um, o outro era completamente esquecido, e vice-e-versa. E este mundo tão diferente e divertido, sempre a fazia sorrir. Nele ela finalmente tornou seu maior sonho realidade. Nele ela finalmente voltou a ser criança e a voar com sua imaginação.
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Liberdade?

É decepcionante descobrir que as pessoas das quais você geralmente espera mais diálogo, das quais você espera uma mente aberta e sem preconceitos e sem repressões as opiniões alheias são aquelas das quais você menos recebe isso.
É vergonhoso votar a favor de algo sobre o que você não sabe, concordar ou discordar de uma proposta sem ao menos ter argumentos, válidos ou não, mas formulados por você e não vindos de uma cartilha qualquer.
É estranho que o lugar onde teoricamente as pessoas mais tem espaço e liberdade para se expressar, onde se prega a tal da "liberdade total de expressão", a "igualdade" e a tal da "democracia", seja o lugar no qual todos te reprimem por ir contra a maioria, seja o lugar no qual você é interrompido durante uma fala em debate, que novamente em teoria deveria ser um espaço de discussão democrático, pelo simples fato de ser contra o que a "mesa", ou no caso, os "mais velhos" defendem.
É assustador perceber que algumas pessoas, sem generalizações, não acham que a decisão sobre entregar ou não um trabalho pré-definido deve ser comunicada ao professor pela própria sala encarregada de entregá-lo, mas sim por "pessoas mais experientes", que nunca mais terão aulas com o mesmo, alegar que "a gente vai lá e fala que não deixou vocês virem", como se não possuíssemos vontade própria e fôssemos marionetes, o que no fim das contas, acabamos nos tornando por falta de articulação dos contrários à pseudo-maioria.
Manifestação não é sinônimo de greve. É possível fazer barulho sem se prejudicar e sem prejudicar os que são contra a greve. O que falta é abrir a mente e pensar em todas as alternativas. Já que a bomba é tão grande, ou a maior desde muito tempo, as atitudes corriqueiras não vão funcionar. E aqui contra alguém que disse que: "Não tem necessidade de pensar todas as alternativas". Tem necessidade sim! Sem pensar todas as alternativas, perde-se argumento, perde-se credibilidade. É preciso prever as conseqüências e as ações de resposta, senão, quando elas chegarem, ninguém saberá o que fazer.
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Eu acredito em você.
Ele começou a se sentir sozinho, a achar que tudo daria errado e que ele simplesmente não era bom o suficiente. Achou que não era forte o suficiente para conseguir atravessar as barreiras sozinho, mas se fechou. Mal sabia que alguém sempre estaria lá olhando por ele, cuidando e sempre, sempre apoiando, mesmo quando nem ele mesmo percebe.
Existia alguém que acreditava, que apostava e jurava de pés juntos que ele era capaz, mesmo quando sua auto-confiança se abalava, alguém estava lá para confiar por ele.
Esse alguém não precisava de suas palavras para saber o que estava acontecendo, percebia em seus olhos, ele podia até tentar esconder, mas o olhar o desmentia descaradamente. E era bom que isso acontecesse, assim, mesmo sem pedir por ajuda, ele sempre a recebia, de um jeito ou de outro, direta ou indiretamente, mas sempre a recebia, e assim era capaz de passar por todas as pedras e montanhas sem hesitar.
Por que esse alguém o ajudava tanto? Porque o alguém o amava, com todas as suas forças, acima de qualquer discussão e acima de qualquer ofensa feita sem pensar. Amava-o como amava a si próprio, e cuidava como se estivesse cuidando de um pedaço de si, porque afinal, realmente o estava.
Sabia que talvez não tivesse as ferramentas necessárias para ajudar diretamente, mas sempre tinha um abraço e um sorriso disposto a confortar e a renovar as energias, estaria disposto até mesmo a escalar as nuvens e roubar a lua do céu, se isso o fizesse sorrir. E mesmo com a distância, os corações não se separam, permanecem no meio do caminho, fortes e unidos, como sempre foram.
Simplesmente porque ele era uma parcela desse próprio alguém, e esse alguém aqui sabe que a vida nunca seria completa sem ele, ou você, como preferir...

"quero você inteiro e minha metade de volta"
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Muito Obrigada
Acho que um post em primeira pessoa não faz mal a ninguém de vez em quando, então vamos a ele.

Os últimos 4 meses me deixaram uma sensação de rapidez e de lentidão, simultaneamente. Foram corridos, dinâmicos, com muito o que fazer e pouco tempo para isso. Mas também foram desanimadores e tristes.
Decepcionei-me com uma pessoa e apesar de saber que preciso aprender a perdoar, não consigo esquecer o que aconteceu, muito menos perdoar, acho que esta nunca mais terá minha confiança. Preocupei-me com alguns, os mesmos de sempre, e continuo preocupada porque apesar de me dizerem que está tudo bem, eu sinto que não é bem assim e vejo ansiedade e medo em seus olhos, mas eles sabem que sempre estarei aqui.
Senti-me sozinha, e ainda sinto muita falta de ter quem abraçar todos os dias, de no mínimo receber aquele sorriso animador que quer dizer: "Vai em frente, você consegue". Sinto falta de pessoas que realmente me conheçam no meu dia-a-dia, aqueles para quem você simplesmente não precisa se explicar, aqueles que sabem seus motivos e pronto.
Sinto falta de conversar, de falar besteiras e cantar o dia todo. Queria que a música estivesse mais presente, mas no atual momento, só a consigo em momentos de transição de um local para outro.
Sinto falta de assistir filmes bobos e comer brigadeiro falando besteira até de madrugada com pessoas queridas, e espero sinceramente que isso mude de agora em diante.
Os tais quatro meses foram rápidos devido a quantidade de trabalho, as milhões de páginas a ler e idéias a aprender, a constante rotina: casa, trabalho, casa, faculdade... Foram felizes graças aos amigos, aqueles de sempre, que me animam só por estar por perto, foram felizes pelo namoro, que apesar de suas complicações naturais, está mais perfeito do que nunca, foram felizes pelas pessoas. Mas foram tristes pelas saudades, pela falta de abraços, de colos e conversas até as 9 da manhã. Falta de pessoas com as quais perdi contato, pela falta de música. Foram tristes pelas milhões de faltas e pelas indecisões também.
Agora, as coisas parecem estar se iluminando, ou pelo menos, os caminhos se tornam mais claros. Ganhei forças para voltar a sonhar, graças aqueles poucos e bons e um em especial.
Acho que a tal chama que estava se apagando voltou a brilhar, mais forte e bonita do que nunca. E por isso só vocês são responsáveis. Muito obrigada.
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