Eu acredito em você.

Ele começou a se sentir sozinho, a achar que tudo daria errado e que ele simplesmente não era bom o suficiente. Achou que não era forte o suficiente para conseguir atravessar as barreiras sozinho, mas se fechou. Mal sabia que alguém sempre estaria lá olhando por ele, cuidando e sempre, sempre apoiando, mesmo quando nem ele mesmo percebe.
Existia alguém que acreditava, que apostava e jurava de pés juntos que ele era capaz, mesmo quando sua auto-confiança se abalava, alguém estava lá para confiar por ele.
Esse alguém não precisava de suas palavras para saber o que estava acontecendo, percebia em seus olhos, ele podia até tentar esconder, mas o olhar o desmentia descaradamente. E era bom que isso acontecesse, assim, mesmo sem pedir por ajuda, ele sempre a recebia, de um jeito ou de outro, direta ou indiretamente, mas sempre a recebia, e assim era capaz de passar por todas as pedras e montanhas sem hesitar.
Por que esse alguém o ajudava tanto? Porque o alguém o amava, com todas as suas forças, acima de qualquer discussão e acima de qualquer ofensa feita sem pensar. Amava-o como amava a si próprio, e cuidava como se estivesse cuidando de um pedaço de si, porque afinal, realmente o estava.
Sabia que talvez não tivesse as ferramentas necessárias para ajudar diretamente, mas sempre tinha um abraço e um sorriso disposto a confortar e a renovar as energias, estaria disposto até mesmo a escalar as nuvens e roubar a lua do céu, se isso o fizesse sorrir. E mesmo com a distância, os corações não se separam, permanecem no meio do caminho, fortes e unidos, como sempre foram.
Simplesmente porque ele era uma parcela desse próprio alguém, e esse alguém aqui sabe que a vida nunca seria completa sem ele, ou você, como preferir...

"quero você inteiro e minha metade de volta"

Muito Obrigada

Acho que um post em primeira pessoa não faz mal a ninguém de vez em quando, então vamos a ele.

Os últimos 4 meses me deixaram uma sensação de rapidez e de lentidão, simultaneamente. Foram corridos, dinâmicos, com muito o que fazer e pouco tempo para isso. Mas também foram desanimadores e tristes.
Decepcionei-me com uma pessoa e apesar de saber que preciso aprender a perdoar, não consigo esquecer o que aconteceu, muito menos perdoar, acho que esta nunca mais terá minha confiança. Preocupei-me com alguns, os mesmos de sempre, e continuo preocupada porque apesar de me dizerem que está tudo bem, eu sinto que não é bem assim e vejo ansiedade e medo em seus olhos, mas eles sabem que sempre estarei aqui.
Senti-me sozinha, e ainda sinto muita falta de ter quem abraçar todos os dias, de no mínimo receber aquele sorriso animador que quer dizer: "Vai em frente, você consegue". Sinto falta de pessoas que realmente me conheçam no meu dia-a-dia, aqueles para quem você simplesmente não precisa se explicar, aqueles que sabem seus motivos e pronto.
Sinto falta de conversar, de falar besteiras e cantar o dia todo. Queria que a música estivesse mais presente, mas no atual momento, só a consigo em momentos de transição de um local para outro.
Sinto falta de assistir filmes bobos e comer brigadeiro falando besteira até de madrugada com pessoas queridas, e espero sinceramente que isso mude de agora em diante.
Os tais quatro meses foram rápidos devido a quantidade de trabalho, as milhões de páginas a ler e idéias a aprender, a constante rotina: casa, trabalho, casa, faculdade... Foram felizes graças aos amigos, aqueles de sempre, que me animam só por estar por perto, foram felizes pelo namoro, que apesar de suas complicações naturais, está mais perfeito do que nunca, foram felizes pelas pessoas. Mas foram tristes pelas saudades, pela falta de abraços, de colos e conversas até as 9 da manhã. Falta de pessoas com as quais perdi contato, pela falta de música. Foram tristes pelas milhões de faltas e pelas indecisões também.
Agora, as coisas parecem estar se iluminando, ou pelo menos, os caminhos se tornam mais claros. Ganhei forças para voltar a sonhar, graças aqueles poucos e bons e um em especial.
Acho que a tal chama que estava se apagando voltou a brilhar, mais forte e bonita do que nunca. E por isso só vocês são responsáveis. Muito obrigada.

Futuro?

Ela realmente não sabia o que fazer da vida. Chegou até a pensar que talvez tivesse sido melhor não passar em nenhuma faculdade e continuar convicta do seu sonho. O tempo não pára de passar e quanto mais ele passa mais "acomodada" ela se sente. Aquela chama de querer salvar o mundo diminui mais rápido a cada segundo e ela se sente fugindo de um vento que ela mesma atrai. A tal chama recupera suas forças e volta com tudo quando ela se lembra de seus ideais, mas volta a se apagar assim que a falta de tempo sopra sobre sua vida. E essa recuperação vai se tornando cada vez mais rara e difícil. Seu maior medo é de que a chama se apague completamente e ela acabe como mais uma entre bilhões que só desejam para sua vida dinheiro e estabilidade. Essa é com certeza a última das coisas que ela quer para si.
Assim ela descobriu que seu maior objetivo no momento não era decidir que rumo tomar, lado das milhões de encruzilhadas ignorar, e sim reacender sua chama e fazer com que ela queime e brilhe mais do que nunca, é deixá-la tão intensa, tão forte que nem os mais fortes ventos nem as mais tenebrosas tempestades serão capazes de destruí-la. E depois de tudo isso voltar a percorrer seus sonhos sejam lá quais eles forem.


Trust?


As pessoas podem te surpreender, e na maioria das vezes elas fazem isso.
Ela queria tanto que fosse implicância, que fosse tudo coisa da sua cabeça e que não passasse daquela disputinha entre meninas, mas acabou descobrindo que não era nada disso. A implicância tinha fundamento, e como tinha.
O que mais doeu foi ter confiado. Foi ter passado por cima do seu sexto sentido para dar uma chance de provarem que ele estava completamente errado para variar. Foi ter dito: "eu sei que você nunca faria isso comigo" e ouvido: "é claro que eu nunca faria" e acabar descobrindo que faria sim, não só faria como fez.
A sensação foi a mesma de levar uma facada nas costas, mas foi uma que não vai doer por muito tempo. Acho que por nunca ter confiado plenamente, por sempre ter ouvido aquela vozinha dizendo que ela não era nada daquilo no que você queria acreditar.
Pelo menos ela aprendeu a confiar nos seus instintos de agora em diante. Fará o possível para não alimentar pré-conceitos sobre ninguém, mas também não irá contra seu coração, que até agora, nunca foi capaz de a enganar.

Completely lost

Ela simplesmente não sabia sobre o que escrever, se sentia tão vazia por dentro que simplesmente não sabia como falar sobre isso, a única forma que encontrava para expressar seu vazio era o completo silêncio. Sentia falta das coisas como eram antes, mesmo difíceis. Falta dos amigos, falta do namorado, falta de perder a noção da hora enquanto conversa.
Sente-se deslocada, praticamente uma alien no meio de tanta gente estranha, acha que não combina com eles, alguns são imaturos demais, reclamões demais, sem perspectiva. Outros são sérios e preocupados demais. Ela está cansada de extremismos, quer um meio-termo em que se encaixe. Na realidade, ela já tem seu meio-termo, os seus amigos, mas quer eles ao seu lado de volta. Quer as reuniões semanais e as inúmeras besteiras e coisas sérias sobre o que conversavam. Ela as terá? Com certeza, não na medida que desejaria, mas terá.
Assim ela perceberá que apesar de ser estranha e ímpar, existem outras pessoas tão estranhas e tão ímpares quanto ela, algumas até mais, bem mais, e que apesar do sentimento de vazio, seu coração está mais do que completo. Vocês o completam, todos vocês, e VOCÊ, é o habitante mais espaçoso de todos.

Roxx Family

Cobraram-me um post em primeira pessoa e aqui está ele. Falarei sobre algo que aconteceu há muito tempo, muito tempo mesmo, e espero que todos os envolvidos, ou a maioria, possa ler e relembrar comigo.

Eu estava começando a me descobrir, decidir quem eu queria ser e a tentar conciliar com quem eu era. As tentativas foram tantas que cheguei a perder as contas. Tentei me encaixar no "clube das patricinhas", tentei ser clubber, tentei ser o tipo de garota que tem milhares de amigas e faz festas de pijama e come brigadeiro falando sobre os garotos. Tentei ser popular (nessa eu falhei miseravelmente) e tive pessoas, ou melhor, uma pessoa que passou comigo por todas essas fases, e sim, é você mesma, a que ia no show do Hannas comigo e caía de joelho no palco, a que jogava pipoca no cinema e a companheira de tardes no telefone e de broncas por isso. Mas acabamos percebendo que nada disso funcionava. Não combinávamos com saltos altos, montes de amigas, baladas todo o fim de semana e fofocas. Simplesmente não nos encaixávamos. Acabamos descobrindo que éramos mais o tipo tênis, calça jeans e camiseta. Do tipo que ama música, e que gosta daquelas que simplesmente te fazem sentir alguma coisa, não importando qual seja. E uma banda em especial acabou nos juntando com outras pessoas desse mesmo tipo. Good Charlotte foi ela.
Através de fotologs e grupos do msn e blogs acabamos descobrindo várias amigas e alguns amigos. E numa conversa acabamos fundando uma família.
Roxx Family era o nome, e se não foi a primeira, foi uma das primeiras "famílias de internet" existentes. Pode parecer besteira para quem lê isso e não estava com a gente, mas não era.
A Roxx foi uma das coisas mais encantadoras e perfeitas que eu tive na vida. Um grupo de amigos verdadeiros. Nós éramos, acima de tudo, unidos.
Os planos de invadir backstage e as fics sobre como conquistaríamos os nossos "ídolos" da época eram milhões, e as conversas sobre isso se extendiam por madrugadas e madrugadas... as risadas eram inevitáveis e a quantidade de asneira que falávamos era tão absurda que chegava a ser incalculável, mas já havia se tornado uma parte de mim.
Foi com eles que eu troquei minhas primeiras cartas pelo correio e foi com eles que eu percebi o quanto a música pode juntar as pessoas. Éramos extremamente diferentes, na roxx existiam todos os tipos de pessoas imagináveis e mesmo assim éramos grandes amigos. E o mais importante, sempre estávamos presentes quando um de nós precisava de ajuda. Fosse para aconselhar, para ouvir, para dar risada junto ou para dar sermão. Sempre estávamos por perto.
Com o tempo ela foi crescendo e crescendo, e, no começo, isso foi bom, até que as coisas extrapolaram e de repente, os "veteranos" já não conheciam mais nem metade da família, as pessoas se auto-intitulavam membros e nós nem as conhecíamos. E foi por isso que a nossa tão perfeita família se desfez. Mas eu acredito, que ela só tenha se desfeito no nome, nas reuniões semanais e nas comunidades/fotologs/blogs que possuíamos, porque posso dizer, sem medo de estar errada, que alguns dos meus grandes amigos foi nela que eu conheci.
Eu ainda sinto falta das besteiras, das conversas, dos planos de se encontrar, mesmo cada um sendo de um lugar diferente do Brasil, do apoio e da sensação de que eu nunca estaria sozinha, sem importar onde eu estivesse, eu sempre teria um amigo para me apoiar, ou melhor, uma segunda família lá para me apoiar.
Eu nem sei porque esse post começou a ser escrito, só senti muita vontade de relembrar de todos os momentos que tivemos juntos, e mesmo não sendo capaz de citar todos, um por um, vocês se lembrarão, cada um se lembrará de um momento específico e é por isso que eu digo, que a roxx nunca vai se extinguir de verdade. Ela já se tornou uma memória importante para todos nós, ou pelo menos para mim, e ela continua viva em todos nós.
E por fim, para todos os membros, todos os cunhados/irmãos/maridos/afilhados/filhos/vizinhos, queria que soubéssem que sempre estarei por aqui, e que todas aquelas promessas de "cus forever" e "filha do tum tum" e todas aquelas coisas não foram ditas da boca para fora. Vocês sempre serão parte de uma família para mim. A família mais indescente e foda de todas!

"Some friends become your enemies, some friends become your family!"


PS: desculpem se existem muitos erros, eu escrevi e não li de novo, achei que assim ficaria mais autêntico. E desculpem pela simplicidade, a roxx merecia um texto digno do melhor escritor, mas eu fiz o melhor que pude.

Always

O medo preenchia todo o seu corpo. Tudo havia mudado, e as certezas já não existiam. Até a sua oitava série sempre havia o próximo ano. Até o seu terceiro ano sempre havia o próximo. No terceiro, havia o estágio, e agora? Este estava pré-arranjado, faculdade, trabalho, mas e depois?
Ele estava vendo a pessoa mais importante do mundo ir embora e sentia-se feliz por ela, era seu sonho, mas sentia-se triste também, por não poder compartilhá-lo. As inseguranças voltaram, e todas as besteiras ditas e feitas que chegaram a magoá-la um mínimo que fosse foram lembradas e remoídas por ele. Sentia que se nada daquilo tivesse acontecido não precisaria ter medo, mas sabia que isso não era verdade.
Nessas horas queria ser confiante, quase arrogante, a ponto de achar que não existia pessoa melhor no mundo, mas não era assim. Ele sabia que estava longe de ser um dos melhores, muito longe e isso só fazia seu medo crescer, porque ela era A melhor.
As idéias se confundiam e no fim das contas ele não conseguia chegar a conclusão nenhuma, só continuava com aquele maldito medo que não o deixava em paz. Queria esquartejá-lo e mandá-lo para outra galáxia, e mesmo quando o fazia, o medo voltava.
Descobriu por fim que ele sempre estaria ali, que teria que aprender a conviver com ele, e a confiar, plenamente e cegamente, senão as coisas não funcionariam. Tentaria, com todas as suas forças, porque era uma das coisas pelas quais mais valia lutar. E sabia que dessa vez, não lutaria sozinho, de agora em diante, sempre estariam juntos. SEMPRE.